Quem nunca passou por uma situação constrangedora ao entrar em uma clínica veterinária, em um salão de beleza ou, até mesmo, em um consultório médico ou dentário e não ter a mínima idéia de quanto custará aquela “visita”?
Essas prestações de serviços também estão submetidas às regras previstas no Código de Defesa do Consumidor.
Ainda assim, o que tenho constatado, no dia a dia, são estabelecimentos que apesar de oferecerem serviços de excelente qualidade , esquecem de cumprir com um dever essencial: informar claramente quanto custa cada serviço que oferecem!
Parece óbvio, mas… nem tanto assim, na prática. Pensemos na situação a partir de um exemplo bastante básico.
Você entra numa clínica veterinária com o seu cachorro e mostra ao veterinário uma ferida no focinho.
O profissional se mostra extremamente competente e amável e explica a você que irá limpar, raspar, colher o material, aplicar uma injeção. Tudo explicado, inclusive a justificativa da coleta: verificar se não se trata de um carcinoma.
Ótimo! Seu cachorro está tratado e, você,, tranquila. Então, após todo procedimento realizado, você é orientado a comparecer à recepção e pagar a CONTA.
Neste momento, você então se questiona: “E agora ? Por que não perguntei antes quanto custaria…”
Caso você possa pagar, o mal-estar pode até parar por aí; mas, se você não tiver a quantia cobrada… A vontade é a de repassar a pergunta para para o veterinário: “Por que não disse o valor antes, para evitar o ‘calote’”?
Outra possível consequência: você paga, acha o preço ‘um assalto’, e nunca mais retorna àquele estabelecimento…
Agora a solução:
Art. 31. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores.
Todos os serviços devem estar previamente informados, com relação à execução, resultado, valores e prazos.
Aqui, estamos falando apenas do preço.
A obrigação é dos fornecedores, mas… como nós consumidores poderemos ajudar a mudar este cenário ?
Passando a achar natural fazer perguntas do tipo: Quanto custa a escova progressiva? Quanto tempo dura? Quais os riscos e cuidados após a realização? Coisas assim, aparentemente tão simples, mas que, na prática, não fazemos!
Como os fornecedores devem agir?
Fixando quadros ou oferecendo materiais impressos (cardápios, tabelas etc.) com informações detalhadas sobre seus serviços, preços e formas de pagamento.
Pequenos ‘ajustes’ de comportamento, que certamente trariam grandes benefícios a esses momentos tão corriqueiros do nosso cotidiano.
Até a próxima!

